quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Meu grelo tem vida própria!

Não existe algo com mais sensibilidade num corpo feminino do que o grelo e com o passar dos anos ele muda. Os anos se encarregam de derrubar a aparência, com o tempo perdemos os rostinhos angelicais, se encarregam também de derrubar a bunda e os peitos e como nada é eterno, inclua-se nesta destruição lenta e gradual, a sensibilidade do grelo. Não, não! De maneira nenhuma quero dizer que o grelo perde o tesão, pelo contrário:
-Ele fica mais seletivo e exigente! 
Lembro-me de quando eu era apenas uma garotinha e descobri a felicidade tendo meu primeiro orgasmo, quase de forma casual, fruto da curiosidade infantil com seu próprio corpo e apalpando meu grelinho sob as cobertas numa noite fria, naquela época, um grande desconhecido para mim. Confesso, fiquei em pânico num primeiro momento, tive medo de ter me causado algo terrível, quando o coração quis sair pela boca e meu corpo tremeu por inteiro, depois senti um alivio deliciosos e nunca mais parei. Com o tempo os orgasmos se multiplicavam e tive muitos, sonhando com atores famosos, me esfregando na beira do colchão ou com o travesseiro entre as pernas. Naqueles dias era assim, muita imaginação e uma esfregadinha qualquer e pronto, parecia que eu tinha um milhão de orgasmos, prontos para explodir, ali naquele lugarzinho, bem no meio das pernas. Eu me deleitava com a facilidade para tantos orgasmos e até meu calcanhar serviu de estopim para alguns deles.
- Como era bom!
Com o tempo, o amadurecimento fez esquecer as facilidades e aquele grelo sensível, que se arrebitava com qualquer toque, foi desaparecendo. Claro, ele continuou lá, no mesmo lugar de sempre, até cresceu um pouquinho, mas nunca mais foi um grelo ingênuo, com orgasmos tão banais.
- Hoje em dia se não é do jeito que ele gosta, nada feito!
É chato descobrir que aquele grelo pueril não existe mais! Entretanto, ele adquiri vícios e torna-se mais substancioso, dizem que até saboroso, experiente e conhecedor dos seus mistérios.
Bem diferente do que ele era, lisinho e rosado, está mais volumoso, mas ainda continua jeitoso, apesar de enrugadinho, coisa e tal, tanto que dependendo do tipo de tecido da calcinha, ele incomoda e reclama, algo que naquela remota época não acontecia, pois ele ficava bem escondido, entre os lábios gordinhos da minha "xexeca" (isso mesmo, meninas possuem xexeca, xereca, perereca!).
Atualmente meu grelo não tem mais faísca instantânea, capaz de incendiar com um simples toque inadvertido. Ele adquiriu regulagem e precisa de um toque adequado do jeito que ele gosta, para colocar fogo, digamos hoje em dia ele tem partida elétrica e também pega no tranco.
Mas de certa forma, ele continua dependente dos olhos, do nariz e dos ouvidos, pois as vezes fica em polvorosa, frente a visões, cheiros e sons.Pelo menos nessas situações ele não se modificou, já pensou não sentir tesão ao ver um corpinho gostoso? Ou ficar indiferente à perfumes sensuais e não se alterar com propostas e palavras "interessantes"?
- Seria um caos!
Sinceramente, eu acho que o grelo tem vida própria, no fundo, eles se sentem importantes e querem ser ouvidos. São teimosos e impacientes. Quando eles querem, eles querem e não adianta lutar contra! De um jeito ou de outro, é preciso dar-lhes alívio, estejamos sozinhas ou acompanhadas.
À propósito... Você já ouviu seu grelo hoje? Aposto que ele despertou, enquanto você lia este texto! De atenção para o seu grelo, afinal de contas ele merece! A vida seria monótona sem o grelo!
- Eu amo meu grelo!






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3 comentários:

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